segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A semana na história

* Por Neusa

7/11

1831- D. Pedro I assina a lei que declarou livres todos os escravos que entrassem no território ou portos do Brasil.
1984- O presidente Figueiredo instituiu o juizado de pequenas causas.

8/11

63 a. C.- Cícero profere seu primeiro discurso contra Catalina, começando a destruir a conspiração contra as instituições romanas.
1822- As forças imperiais conquistam a primeira vitória na guerra pela independência brasileira, na batalha de Pirajá.

9/11

1799- Napoleão Bonaparte dissolve o Diretório e, com o apoio dos moderados, assume o governo da França.
1989- Cai o Muro de Berlim.

10/11

1647- A coroa portuguesa proíbe a escravização de indígenas no Maranhão.
1937- O presidente Vargas fecha o congresso, suspende as eleições e os partidos políticos, e impõe uma nova constituição.
11/11
1918- Acaba a primeira guerra mundial que, deixou um total de vítimas estimado entre 10 e 15 milhões.
1955- Militares tomam o controle do governo brasileiro, em um golpe de estado liderado pelo general Lott.

12/11

1864- Solan López manda apreender o navio brasileiro Marquês de Olinda, e aprisionar seus tripulantes e passageiros, em Assunção, em um dos incidentes que levaram à guerra do Paraguai.
1973- Brasil e Bolívia começam a negociar os termos sobre a compra do gás boliviano.

13/11

1965- O presidente Castelo Branco anuncia a criação do Cruzeiro Novo.
1973- O presidente Médici inaugura a 1º etapa do Programa Corredores de Exportação do Paraná.    

domingo, 6 de novembro de 2011

Você sabia? [03/2011]

* Por Cícero

O Diabo nasce sob a influência da religiosidade persa no século VI a.C., os persas acreditavam em Arimã o “príncipe das trevas. Segundo historiadores, essa religiosidade foi incorporada pelos hebreus durante o Cativeiro da Babilônia. Arimã era chamado em hebraico de “satan”, que significa “adversário”. No século IV, um concílio na cidade de Toledo descreveu o Diabo como um ser composto por chifres, pele preta ou avermelhada, com rabo, e portador de um tridente; e pra piorar a fama do capeta em 1215, o Concílio de Latrão determinou que o Diabo [e os demônios] eram criaturas criadas por Deus e se desviaram da autoridade divina. Nossa religião prega um Deus poderoso, e sem o Diabo a humanidade viveria no Paraíso. Difícil é aceitar o absurdo de um Deus onipotente, e bom, que cria o Diabo para nos atormentar. Mas como alguém tem que ser o culpado, ou é o pobre, o negro, o mordomo ou o diabo.

A“Deus” e até a próxima.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Verdades trancafiadas as escuras

* Por Adriano Viaro

A construção da memória de um povo passa pela forma com que contamos nossa historia. O tema escravidão com todas as suas nuances e predicados, reitera a necessidade de reconstrução e reintegração de princípios, modificando a forma que nossa historia é relatada.

Não podemos simplesmente ditar tópicos de forma breve, simples e efêmera. Somos os deleitosos seres do cumprir prazer. Autores incipientes como Marcus Rediker [e outros mais] devoram documentos no afã de demonstrarem que nem tudo o que se conta é verdadeiro.

O outono que pairou sobre uma época dita como idade das trevas também não realiza escalas rumo a verdade, mas isso não é mais importante. Doravante devemos inaugurar novos setores de nosso intelecto voltado para as pesquisas, e desta forma aterrissar em solo simples, úmido e fértil.

De que forma pode-se explicar a escravidão senão pela vantajosa ideia de movimentar as escamas do que nunca foi ate hoje relatado? Temos ao alcance público arquivos jamais analisados. Temos ao alcance de todos as mandíbulas da arte escravista com os números de suas barbáries oitocentistas.

Tenho me defrontado com os registros de compra e venda de escravos, bem como com as acachapantes cartas de alforria. Tenho me debruçado sobre todos estes escritos com a vontade inóspita de quem não sabe como ler sem começar a chorar.

São registros do holocausto. São escritos e reescritos de um passado que não deveria ter existido, mas se assim o foi deve ser lido, relido, estudado e explanado de forma pública. Somos descendentes de bárbaros ou barbarizados. Somos responsáveis pela forma que iremos lidar com isso tudo. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A semana na história

* Por Camila

01/11

1976 – Brasil, regulamentada a lei da Anistia.

02/11

1917 - A declaração Balfour sobre a Palestina é publicada. Através daquele documento, a Grã-Bretanha declarou-se favorável ao estabelecimento de um Estado Judaico.

03/11

1891 - Deodoro manda fechar o Congresso e decreta estado de sítio no Brasil, após a aprovação de uma lei que permite o impeachment do presidente da República. Júlio de Castilhos é deposto da presidência.

04/11

1969 - O ex-deputado comunista e guerrilheiro Carlos Marighela foi morto pela polícia com uma rajada de metralhadora, em São Paulo, quando tentava entrar num Volkswagen azul, na esquina das Alamedas Lorena e Casa Branca, onde se encontraria com dois padres presos que serviam de isca aos policiais.

05/11

1630 - O tratado de Madrid põe fim à guerra Anglo-Espanhola.

06/11

1429 - Henrique 6º é coroado rei da Inglaterra, quando tinha cerca de oito anos. Ele ascendeu ao trono aos oito meses de idade.

domingo, 30 de outubro de 2011

Crescente Fértil / Mesopotâmia e a herança cultural

Com a evolução do ser humano o homem deixa de ser nômade (muitos grupos pararam de se deslocar de um lugar para outro e tornaram-se sedentários). Esses grupos foram crescendo e deram origem às primeiras aldeias e o surgimento dos primeiros núcleos urbanos. Conforme as pesquisas arqueológicas, as primeiras aldeias surgiram aproximadamente há 12000 anos, no Oriente Médio, conhecido então como Crescente fértil.  O Crescente Fértil é uma região do Oriente Médio compreendendo o atual Israel, Cisjordânia e Líbano,  bem como partes da Jordânia, da Síria, do Iraque, do Egito, do sudeste da Turquia e sudoeste do Irã. Crescente Fértil foi um termo criado pelo arqueólogo James Henry Breasted, em referência ao fato de o arco formado pelas diferentes zonas assemelhar-se a uma Lua crescente. Foi nesses vales – o Crescente Fértil, junto aos rios Nilo, Tigre e Eufrates – que se desenvolveram as grandes civilizações da Antiguidade Oriental: egípcia, babilônica, persa, fenícia, assíria etc. 

A Mesopotâmia foi uma das primeiras (documentadas) regiões do mundo em que ocorreu a passagem da sociedade comunitária, para a sociedade dividida em ricos e pobres, marcando assim o início da desigualdade e da exploração social. A Mesopotâmia foi ocupada por diferentes povos, como os sumérios os babilônios, os acádios, os assírios e os caldeus. De 3200 a.C. a 331 a. C., alguns exerceram grande influência e dominação sobre os demais, por meio de sua religião política ou organização econômica. Obviamente, torna-se indispensável mencionar o rico legado arqueológico contido no Crescente Fértil, pela sua imediata ocupação, datada mesmo antes do surgimento do homem moderno, habitante de cidades, cultivador e criador de gado. Vestígios de culturas pré-modernas (homens pré-históricos, caçadores/coletores) bem como das primeiras culturas modernas estão por toda parte do denominado Crescente Fértil.

A história antiga da humanidade em grande parte se constitui um enigma, enigma esse devido à ignorância das pessoas que a escreveram e dataram certos eventos. Podemos perceber isto tendo em vista, por exemplo, o que dizem a respeito da esfinge, pois atualmente estudos provam que ela data de 12.000 a.  C. a 10.500 a. C., enquanto que a história que divulgam data-na de apenas de 4.000 a. C. Outra indagação que deve ser feita diz respeito à distribuição de pirâmides no mundo. Elas são encontradas não somente no Egito, mas também na China e na América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. Com o desenvolvimento do comércio e a nova organização das cidades, os grupos que viviam na Mesopotâmia também sentiram a necessidade de registar, de alguma forma. Para saber com exatidão a largura dos canais de irrigação, a altura das paredes dos templos, etc. Então, criam códigos e símbolos para representar os tamanhos e valores de que necessitavam, dando origem à escrita cuneiforme. Os povos da Mesopotâmia aprenderam e transmitiram diversos conhecimentos.Um grande legado que nos reflete  aos dias de hoje.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Libertação? Como assim?


* Por Adriano Viaro

No dia 13 de maio de 1888 todos os escravos brasileiros estavam livres. A princesa Isabel no uso de seus poderes assinava aquela que seria conhecida como a carta libertadora. A redenção máxima para a escravidão negra no Brasil. Todo o planeta havia de forma sistematizada abolido a escravidão. Todo o planeta era agora entregue a uma nova realidade, e o Brasil, na figura do último país, libertava então seus negros para que fossem vistos como seres humanos normais. 

Não sei se podemos definir esta carta como a redenção, se na verdade, e isso é sabido, sequer resolvidos os problemas (ainda hoje) estão. O Brasil já havia “suavizado” o processo com a lei da proibição do tráfico (para inglês ver), com a lei do ventre livre, com a lei sexagenária (não podemos esquecer que dificilmente um escravo chegava a essa idade) e com a lei Euzébio de Queiroz. Esse processo de suavização tirava das costas dos brancos um fardo. E era exatamente essa a questão principal. Tirar o fardo, retirar a culpa, justificar os erros, mas jamais se preocupar com o bem estar de toda uma população escravizada. 

O Professor-Mestre Jorge Euzébio Assumpção no texto introdutório dos arquivos de compra e venda de escravos, do acervo digital do Museu Público do Estado do Rio Grande do Sul, cita o período de escravidão negra como o “maior holocausto da humanidade”, e não falta de forma alguma com a verdade. Se formos analisar com maior afinco e dedicação, veremos que por quase quatro séculos todas as esperanças, e possibilidades, de evolução africana foram varridas dos olhos marejados de todos os seus filhos. Apenas pela cor de suas peles. 

No mesmo trabalho (brilhante) do APERS, temos os mais brutais registros de um período onde a nossa civilizada população fez de negros simples mercadorias de troca, e fomentação de trabalho escravo. Esses mesmos negros – e isso é esquecido pela humanidade – trabalharam na lavoura de nosso país passando por todos os “setores” de construção de nossa economia, indo até mesmo para as trincheiras de guerras, para defender a nação que não era deles. O mesmo APERS publica outro documento onde compila as cartas de alforria de nosso Estado, relatando tudo em uma hipocrisia só. Cartas que seriam para promulgar a libertação de homens cativos, colocavam apenas regras de esperança em pessoas que teriam, mesmo após a carta, dedicarem-se a servidão. 

Não faltam exemplos disso tudo que estou relatando. Somos os escravos de um passado podre onde fizemos de seres humanos, simples animais de estimação. Então volto ao título: libertação? Será mesmo que libertamos essas pessoas? Será que não faltou nada alteza? Para quem não tem conhecimento, a carta de libertação, popular Lei Áurea, define apenas e tão somente, que não há mais escravidão a partir da presente data, e que revogam-se todas as disposições em contrário. Algo do tipo, estão livres, mas não sabemos o que irão fazer. 

Assim fica mais ilustrado - e fácil - explicar a formação das favelas, e a criação de comunidades expostas a margem de uma sociedade.  E quando falamos em cotas? Quando falamos em políticas afirmativas e reparações (ou indenizações)? Ainda há quem diga que não concorda! O africanólogo Alberto da Costa e Silva diz em seus famoso livro “Um rio chamado Atlântico” que “com ou sem remorso, a escravidão é o evento mais importante de nossa historia”, concordo com Alberto. Concordo e assino embaixo.


Um abraço.

domingo, 23 de outubro de 2011

A semana na história


* por Neusa

23/10

1906 - Primeiro vôo do 14 Bis;
1942 - Começo da Batalha de El Alamein, na fronteira egípcia entre as forças britânicas de Montgomery e as ítalo- germânicas de Rommel.

24/10

1931- Al Capone é condenado por fraude fiscal;
1945- A Organização das Nações Unidas (ONU) é fundada.

25/10

1495- Morre D. João II, rei de Portugal;
1951- Winston Churchill, regressa ao poder, na Grã- Bretanha, aos 77 anos.

26/10

1917- O decreto nº 3, 361 “reconhece e proclama o estado de guerra iniciado pelo Império Alemão contra o Brasil”;
1953- Britânicos realizam seu terceiro teste atômico, na serra da Woomera, na Austrália.

27/10

1807- Tratado entre França e Espanha estabelece o desmembramento e adjudição dos estados portugueses;
1959- A URSS divulga a primeira foto do lado oculto da lua, obtido pelo Luvik IIII.

28/10

1919- Instaurada a Lei Seca, nos E. U. A.;
1922- Fascistas começam em Nápoles, a Marcha sobre Roma, que instaurou o regime ditatorial de Benito Mussolini.

29/10

1863- Fundação da Cruz Vermelha;
1936- Chega ao campo de concentração de Tarrafal, o primeiro grupo de prisioneiros políticos.

30/10

1911- Fim da Dinastia Manchu, na China;
1968- o presidente da Tchecoslováquia, Ludvik Svoboda, assina a lei que transformou o País em Federação dos Estados Tcheco e Eslovaco.

31/10

1517- Martinho Lutero afixa na porta da igreja do Castelo de Wittenberg as 95 teses contra o regime de indulgência;
1984- Indira Gandhi é assassinada a tiros por radicais Sikhs que integravam sua guarda pessoal.